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terça-feira, novembro 02, 2010

Trabalho Infantil na África

Quando falamos em África, uma de nossas piores lembranças referente ao desrespeito aos direitos humanos da crianças, é o predomínio de inúmeras que sofrem por desnutrição devido à falto de alimentos e a utilização de água contaminada, por não terem poços e nem água canalizada. Além da exploração infantil, uma vez que são obrigadas a trabalhar e, até, a serem soldados nas guerras.

Dois dos maiores fatores que atingem as crianças africanas são o abandono e a orfandade. As guerras, a emigração forçada, a pobreza e a fome são algumas das suas causas mais graves.

Como?
O trabalho infantil nas minas e também a situação das adolescentes como empregadas domésticas são as formas de trabalho infantil mais comuns na África. Até mesmo crianças com menos de 5 anos de idade vendem jornais de sol a sol, ou ainda, muitos menores são vistos empunhando e carregando armamento.
Há ainda casos mais desumanos e perigosos de trabalho infantil, como são a escravatura, a prostituição, o tráfico de drogas. Onde muitas crianças trabalham à noite, em condições insalubres, expostas a produtos químicos, em alturas perigosas, debaixo de terra ou da água e sujeitas a maus-tratos.
É perceptível ainda, que são nas atividades agrícolas que predomina o recurso ao trabalho infantil, confirma o relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Porém, apenas uma a cada cinco crianças que trabalham, é paga pelo que faz, no caso da agricultura.

Por quê?
Em muitas situações o trabalho infantil nasce da necessidade de contribuir para a economia familiar, portanto, muitos dos pais obrigam aos filhos ajudarem com o sustento. Pois quantos mais forem os que trabalharem, melhor a família conseguirá sobreviver à dureza do custo de vida



Toda essa situação resulta em privar as crianças do direito à sua infância. O Trabalho Infantil tem sido uma das principais causas do insucesso escolar na África, onde várias crianças estão fora do sistema do ensino.  Além da fraca cobertura da rede escolar e do fraco nível do ensino, o trabalho é responsável por impossibilitar a frequência  de cerca de 150 milhões de crianças africanas às escolas.
O Governo, porém, com a ajuda de parceiros, nomeadamente o PAM (Programa Alimentar Mundial), através do programa Cantinas Escolares, diz-se conduzir um grande número de crianças para o sistema escolar.
O que pensa uma criança que é exposta nas ruas, se prostituindo, ou ainda aquelas com suas mãos calejadas de tanto trabalho? Todos temos que estar certos de que esta é uma situação humanitária, cabe a todos nós não ignorarmos diante aos fatos. Mais ainda porque não é uma situação tão distante, basta abrirmos os olhos que iremos perceber o trabalho infantil bem de perto. 





Por Heloiza Ferreira.


quarta-feira, outubro 27, 2010

Armas na África - PARTE I

Em 2006, a ONU teve uma oportunidade inédita de restringir o tráfico de armas - um dos motivadores do genocídio e da repressão política. Mas uma estranha aliança - que envolve EUA, Rússia, China e outros países - pode frustrar tal esperança.  
A questão das armas leves emergiu nas instâncias internacionais no decorrer dos anos 90, em seguida aos conflitos devastadores na África Central e Ocidental – especialmente o genocídio em Ruanda. Mas embora este tráfico continue a alimentar conflitos e repressões em diversos países, uma aliança que agrupa os países já citados ameaça impedir qualquer avanço significativo que vise o controle dos armamento.
Sete países do G8 – Canadá, França, Alemanha, Itália, Rússia, Reino Unido e os Estados Unidos – estão entre os maiores exportadores. A exceção é o Japão. Estes Estados alimentam em equipamentos militares, armas e munições as regiões em que acontecem violações maciças aos direitos da pessoa. Algumas lacunas e fraquezas, comuns às leis sobre exportação de armas na maior parte dos países do G8, contradizem seu engajamento a favor da redução da pobreza, da estabilidade e dos direitos humanos. 
Mas porque o mundo inteiro confessa que a África é um continente com inúmeros problemas? Por que então olhar as fotos daquelas crianças aidéticas e famintas se a sua vida vai continuar sendo a mesma. Pior, por que países desenvolvidos alimentam o armamento ao invés de darem condições para aquelas pessoas saírem de suas condições sub-humanas? A resposta é muito simples: Porque ele não é discriminado, seus ancestrais não foram escravizados, suas nações são as mais poderosas e seus filhos - sim, eles têm filhos - não trabalham por 16h para ganharem R$0,50 (sim, cinquenta CENTAVOS). E não se esqueçam, não valeria a pena  matar a fome daquele povo, pois a pobreza alimenta a fartura de muitos e disso ninguém quer abrir mão. Além disso, não são seus filhos que seguram essas armas:



São os chamados "sem alma". E serão sempre "sem alma" até alguém humanizá-los.



Por Mara Freire