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sexta-feira, novembro 05, 2010

Tráfico de animais

O comércio ilegal de animais, ou tráfico de animais, é o que mais os leva a entrar em perigo de extinção ou a realmente serem extintos e gera 15 bilhões de euros por ano.
Só para termos uma idéia do quão horrorosa é essa prática, há estudos que descobriram que de cada 10 animais traficados, 9 morrem no processo de captura e transporte, talvez porque para transportá-los fazem uso de métodos cruéis, como fazem com a arara no Brasil, eles cortam as penas, embebedam ou as cegam com cigarro, e costumam deixá-las dias sem comer até chegar no destino.
Um caso famoso de tráfico é o de uma mulher que, em 2005, foi apreendida num aeroporto australiano a chegar de Singapura, ela foi pega com 51 peixes vivos escondidos debaixo de sua saia.


   
Outro é o de um sul-africano vindo de Bangkok que, em 2009, foi pego com 70 animais vivos em sua bagagem, cobras, escorpiões, tartarugas, sapos e até crocodilos, todos filhotes. Após ser pego, o homem ainda repetiu várias vezes “ok, vocês me pegaram, agora posso ir?”, como se traficar 70 animais filhote fosse algo normal.

Quase um mês depois, na Noruega, outro homem, de 22 anos, foi pego com 24 répteis diferentes colados em seu corpo. Entre eles, estavam cobras pítons e dez lagartixas albinas. Nesse caso, ele dizia “e sou simplesmente maluco por répteis”.



Por fim, em maio do ano passado, oficiais americanos suspeitaram de penas que caiam de dentro das calças de Sony Dong, de 46 anos e descobriram 14 pássaros atados as suas pernas, os quais podem ser comprados por R$59,00 no Vietnã e vendidos por mais de R$740,00 no mercado americano.


O tráfico de animais é um crime que na maior parte das vezes sai impune e nas outras, não é punido o bastante. De fato, há organizações e “brigadas anticaça furtiva” para evitar o tráfico, porém, devido aos investimentos e salários baixos, ambas não são muito efetivas.
Assim como o comércio de animais, também há o comércio de partes de animais, que é igualmente cruel. Só como exemplo, podemos ver um caso recente, onde descobriram quatro toneladas de marfim na Nigéria Costa de Marfim e Senegal. Acredita-se que tenham pertencido a 760 elefantes, apesar de não exister mai de 543 nos três países juntos, o que dá a entender que vieram de países vizinhos.
Hoje em dia, o elefante, declarado “engenheiro” da biodiversidade por remodelar e melhorar o habitat para outros animais e ajudar várias espécies, está em perigo de extinção, todas as suas espécies estão, assim como diversos outros animais, resultado da prática desses comércios.

                                                                                    Por Gabriel González.

terça-feira, novembro 02, 2010

A África na visão européia/ estadunidense


Esse post apresenta uma seleção de filmes que abordam questões da África, tais como sua variedade de fauna e culturas, sob a ótica dos países desenvolvidos. Algumas das películas, como “Diamante de Sangue” e “O Jardineiro Fiel”, abordam de forma extremamente crítica as condições às quais a população africana se encontra submetida. Entretanto, é necessário observar os países produtores dos filmes (logo ao lado do nome da produção), pois só assim podemos perceber que os europeus são os mesmos que colonizaram aquele continente e os Estados Unidos é o maior estimulador das desigualdades mundiais.
Cabe ainda ressaltar que, ao contrário dos filmes africanos citados pela Luiza Gibson (que comumente se passam em países como Burkina Faso), os filmes aqui citados têm como principais cenários a África do Sul, o Quênia e Serra Leoa. Obviamente, os estereótipos arraigados nas culturas dos países desenvolvidos aparecem, mas nada que prejudique a qualidade das produções.



Mandela - A Luta pela Liberdade Alemanha/ França/ Bélgica/ África do Sul- Itália/ Inglaterra/ Luxemburgo
  
Titulo original: (Goodbye Bafana)  
James Gregory (Joseph Fiennes) é um típico branco sul-africano, que enxerga os negros como seres inferiores, assim como a maioria da população branca que vivia na África do Sul sob o apartheid dos anos 60. Crescido no interior, ele fala bem o dialeto Xhosa. Exatamente por isso, não é um carcereiro comum: atua, na verdade, como espião do governo com a missão de repassar informações do grupo de Nelson Mandela (Dennis Haysbert) para o serviço de inteligência. Mas a convivência com Mandela cria um forte laço de amizade entre eles e o transforma em um defensor dos direitos negros na África do Sul.


InvictusEstados Unidos

 Invictus nos traz a inspiradora história de como Nelson Mandela (Morgan Freeman) uniu forças com o capitão da equipe de rúgbi da África do Sul, Francois Pienaar (Matt Damon), para ajudar a unir a nação. Recém-eleito, o presidente Mandela sabe que seu país permanece dividido racial e economicamente após o fim do apartheid. Acreditando ser capaz de unificar a população por meio da linguagem universal do esporte, Mandela apóia o desacreditado time da África do Sul na Copa Mundial de Rúgbi de 1995, que faz uma incrível campanha até as finais






Frente a frente com o inimigo - Inglaterra

Titulo original: Endgame
Enormes manifestações públicas desencadeiam uma onda de violência por toda a África do Sul. Uma verdadeira guerra civil está prestes a romper entre a minoria branca que governa e comanda o sistema de Apartheid e a maioria da população negra. A estabilidade do país não é a única ameaça: o interesse de inúmeras companhias estrangeiras está em jogo, especialmente a da Consolidated Gold. Comandada  por um inglês, sua estratégia é simples: enviar em segredo o relações públicas da empresa Michael Young (Jonny Lee Miller) para espionar as conversas entre os rebeldes e os representantes das minorias brancas. Colocando sua integridade moral e física em risco, Young consegue envolver o líder do Congresso Nacional Sul Africano, em uma trama de intrigas e mentiras forçando um renomado professor de filosofia, William Esterhuyse (William Hurt) a ajudar se infiltrando no circulo de amizades do líder do Congresso. Dispostos a tudo ambos os lados terão que buscar forças para lutar pela verdade e fazer a justiça prevalecer.
 


A Massai Branca - Alemanha
Titulo original: Die Weisse Massai 
O filme é baseado no primeiro livro da trilogia autobiográfica da escritora suíça Corinne Hofmann. Seu alter ego, Carola Lehmann (Nina Hoss), está em férias no Quênia. Quando faltam poucos dias para retornar à Suíça, ela conhece Samburu (Jacky Ido), um guerreiro Lemalian que usa armas e roupas tradicionais. Fascinada, ela logo se apaixona. Carola decide cancelar o vôo de volta e mandar Stefan (Janek Rieke), seu namorado, retornar sozinho, enquanto ela própria percorre o Quênia tentando reencontrar Samburu.




O elo perdido - França, Inglaterra e África do Sul

Titulo original: Man to Man
O filme se passa na África central, na década de 1870. Acompanhado por um grupo de caçadores indígenas, o antropólogo escocês Jamie Dodd (Joseph Fiennes) atravessa a floresta tropical à procura de uma nova espécie. Ao encontrar uma tribo de pigmeus, Jamie acredita ter achado o "elo perdido" que faria a ponte evolucionária entre o homem e o primata. Ele captura dois pigmeus chamados Toko (Lomama Boseki) e Likola (Cécile Bayiha) para apresentá-los na Academia de Ciência de Edimburgo. A amizade que surge entre os três termina colocando em risco a carreira do cientista.



O jardineiro fiel – Estados Unidos

Titulo original: The Constant Gardner
O filme, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, apresenta a trajetória de Justin Quayle, um diplomata britânico lotado em Nairóbi, no Quênia, que decide investigar as razões do assassinato de sua esposa Tessa, uma ativista de direitos humanos. Ela foi encontrada assassinada em uma área remota do Quênia e o principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que encontra-se  foragido. Perturbado pelas infidelidades da esposa, Justin decide partir para descobrir o que realmente aconteceu com sua esposa, iniciando uma viagem que o levará por três continentes.
Ao persistir na investigação, mesmo recebendo ameaças e "avisos" de amigos, Justin descobre-se em meio a uma teia de revelações mais profundas: sua esposa estava envolvida numa investigação sigilosa sobre uma conspiração internacional envolvendo governos e multinacionais do setor farmacêutico e testes de medicamentos em seres humanos. Segundo a investigação, sob o pretexto de ajudar a prevenir a disseminação da AIDS e distribuir gratuitamente medicamentos para seu tratamento no Quênia, uma grande empresa testava um novo medicamento contra a tuberculose e ocultando, pela manipulação dos testes, seus severos efeitos colaterais.




Diamante de Sangue – Estados Unidos 

Titulo original: Blood Diamond
Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Após roubar um valioso diamante, ele é levado à cadeia, onde conhece  Danny Archer, um ex-mercenário que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria; Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny, mas, sem saída, aceita o acordo.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Armas na África - PARTE I

Em 2006, a ONU teve uma oportunidade inédita de restringir o tráfico de armas - um dos motivadores do genocídio e da repressão política. Mas uma estranha aliança - que envolve EUA, Rússia, China e outros países - pode frustrar tal esperança.  
A questão das armas leves emergiu nas instâncias internacionais no decorrer dos anos 90, em seguida aos conflitos devastadores na África Central e Ocidental – especialmente o genocídio em Ruanda. Mas embora este tráfico continue a alimentar conflitos e repressões em diversos países, uma aliança que agrupa os países já citados ameaça impedir qualquer avanço significativo que vise o controle dos armamento.
Sete países do G8 – Canadá, França, Alemanha, Itália, Rússia, Reino Unido e os Estados Unidos – estão entre os maiores exportadores. A exceção é o Japão. Estes Estados alimentam em equipamentos militares, armas e munições as regiões em que acontecem violações maciças aos direitos da pessoa. Algumas lacunas e fraquezas, comuns às leis sobre exportação de armas na maior parte dos países do G8, contradizem seu engajamento a favor da redução da pobreza, da estabilidade e dos direitos humanos. 
Mas porque o mundo inteiro confessa que a África é um continente com inúmeros problemas? Por que então olhar as fotos daquelas crianças aidéticas e famintas se a sua vida vai continuar sendo a mesma. Pior, por que países desenvolvidos alimentam o armamento ao invés de darem condições para aquelas pessoas saírem de suas condições sub-humanas? A resposta é muito simples: Porque ele não é discriminado, seus ancestrais não foram escravizados, suas nações são as mais poderosas e seus filhos - sim, eles têm filhos - não trabalham por 16h para ganharem R$0,50 (sim, cinquenta CENTAVOS). E não se esqueçam, não valeria a pena  matar a fome daquele povo, pois a pobreza alimenta a fartura de muitos e disso ninguém quer abrir mão. Além disso, não são seus filhos que seguram essas armas:



São os chamados "sem alma". E serão sempre "sem alma" até alguém humanizá-los.



Por Mara Freire